‘Quem ganhar vai ser diplomado no dia 19 de dezembro’; diz Alexandre de Moraes

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Ministro do STF que vai presidir o TSE nas eleições reafirmou compromisso das instituições do Poder Judiciário com a transparência das urnas eletrônicas; ele falou em evento de magistrados em Salvador neste sábado

O ministro do STF Alexandre de Moraes, que será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022, reafirmou neste sábado (14), que o Poder Judiciário “vai continuar fiscalizando e garantindo a democracia no Brasil”. E lembrou, em evento de magistrados em Salvador (BA), que o candidato que vencer a disputa para presidente da República nas urnas eletrônicas será diplomado pela Justiça no dia 19 de dezembro.

“Nós vamos garantir a democracia no Brasil com eleições limpas, transparentes, por urnas eletrônicas e, em 19 de dezembro, quem ganhar vai ser diplomado nos termos constitucionais. O Poder Judiciário vai continuar fiscalizando e garantindo a democracia”, disse Moraes, em palestra no último dia do 24º Congresso Brasileiro de Magistrados, organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e registrado pela TV Bahia.

O ministro, que conduz o inquérito sobre as fake news e milícias digitais no Supremo e já determinou a suspensão do aplicativo de mensagens Telegram, também citou uma frase do filósofo italiano Umberto Eco em crítica às publicações sem credibilidade espalhadas na internet.

A internet deu voz aos imbecis. Hoje, todo mundo é especialista. A pessoa coloca terno, gravata, um painel falso de livros atrás e começa a falar… desde guerra na Ucrânia até (sobre) gasolina, passando pelo Judiciário, e acaba sempre atacando o Supremo. Coloca uma legenda de ‘professor’ e se vende como especialista”, afirmou Moraes.

No discurso, Alexandre de Moraes fez ainda uma defesa da democratização do acesso à internet, em fala sobre a liberdade de expressão. Mas ponderou que grupos organizados, em vários países democráticos, passaram a sofrer com “milícias digitais que se apoderaram das plataformas”. “Não são mais ataques com armas, são ataques com milícias digitais nas plataformas. Isso é uma constatação. As milícias foram sendo criadas a partir de algo extremamente importante – a internet, grandes plataformas, divulgação de notícias, a possibilidade de cada pessoa poder manifestar sua opinião.”

A ministra do STF Cármen Lúcia também participa do congresso neste sábado, além de representantes da AMB Mulheres, juízas afegãs e da palestrante global defensora dos Direitos Humanos Maha Mamo.

Fonte Estadão
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