“Alerta” Homem Pateta é o novo perigo para crianças na internet

Origem dos perfis se deu em 2017 em países de língua espanhola, sendo muito conhecidos no México

Reprodução

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Depois da boneca Momo e do jogo Baleia Azul, um novo perigo ronda crianças que navegam na internet, obrigando a atenção redobrada dos pais principalmente nesse momento de quarentena. Perfis no Facebook e Instragram estão usando uma versão do personagem Pateta, da Disney, induzindo a automutilação e ensinando técnicas de suicídio aos jovens. O alerta é da Polícia Civil de Santa Catarina, após iniciar investigações com primeiros relatos.

O alerta, porém, vale para toda as famílias brasileiras. De acordo com a delegada Patrícia D’Ávila, coordenadora do departamento de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso no estado da região Sul, mais de 170 perfis das redes sociais já foram identificados pela corporação.

 

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“Os responsáveis usam como foto principal a imagem de um homem com uma máscara – um pouco deformada e assustadora – imitando o Pateta. Esses perfis têm poucas postagens e desafiam as pessoas a segui-los e enviar uma mensagem privada. Feito isso, é só esperar o retorno deles, que se dá através do envio de mensagens, vídeos, áudios ou até mesmo de uma ligação por vídeo ao vivo”, disse a policial em entrevista ao programa “Encontro com Fátima Bernardes”, da Globo, nesta segunda-feira (29).

A policial explica ainda que o conteúdo da resposta tem a intenção de causar desconforto, medo e, em alguns casos, provocar automutilação e suicídio. “Por isso, damos um alerta para o importante papel dos pais para o monitoramento das redes sociais. Proteger os filhos é mais importante do que a privacidade deles”, salienta.

Investigação

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a origem desses perfis aconteceu em 2017 em países de língua espanhola, sendo muito conhecidos no México. No entanto, recentemente foram identificados imitadores no Brasil, com o conteúdo já em português.

Por aqui, os autores têm usado o pseudônimo Jonathan Galinda. A delegada disse que as principais vítimas são crianças e adolescentes, dos 10 aos 16 anos.

“Após os pais perceberem o envolvimento dos filhos, é preciso fazer imediatamente um boletim de ocorrência e não apagar as mensagens e dados nas redes sociais, que ajudarão na identificação dos criminosos”, acrescentou a delegada.

Casos semelhantes

Devido à tentativa de indução ao suicídio e utilização de abordagens em ambiente on-line, também focados no público infantojuvenil, o crime remete a casos como o da Baleia Azul e o da boneca Momo, que resultaram em suicídios praticados por crianças e adolescentes.

Fonte Hoje em Dia
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