Operação conjunta contra organização criminosa em Arcos e região prende 25 pessoas

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Uma grande operação, denominada ‘INTRAMUROS’ e desenvolvida ao longo de quase nove meses num trabalho conjunto entre Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, que foi deflagrada nesta terça-feira (17) em vários pontos de Arcos e também nas cidades de Três Corações e Moema. O propósito consiste no desmantelamento de uma célula da organização criminosa conhecida como ‘PCC’, Primeiro Comando da Capital que estava em atuação na região.

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A força-tarefa, de caráter sigiloso, contou com a participação de policiais e promotores de justiça na fase de levantamento de provas e cruzamento de dados. Já na etapa executória, iniciada na madrugada desta terça, teve o envolvimento de mais de cem policiais, uma aeronave e um cão farejador.

Ao todo foram cumpridos 24 mandados de prisão – entre prisões temporárias e preventivas – e 20 mandados de busca e apreensão, resultando na prisão imediata de 26 pessoas e apreensão de 01 adolescente. Concomitantemente ao cumprimento dos mandados no meio externo, a força-tarefa, por meio da Polícia Penal, realizou diligências no interior das penitenciárias de Três Corações e Patrocínio, para a localização e apreensão dos aparelhos celulares que vinham sendo utilizados pelos investigados. Os líderes locais já foram identificados e serão transferidos para outros estabelecimentos penais.
Polícia Militar/Divulgação

Resultado final

26 Pessoas presas
01 Menor apreendido por ato infracional
02 Prisões em flagrantes

 

Materiais apreendidos:

23 Celulares
Documentos pessoais diversos
03 Cartões bancários
01 Caderno de anotações
Dinheiro: R$ 1.288,85
03 Porção de maconha
04 Buchas de maconha
03 Cigarros de maconha
01 Tablete de maconha
05 Pedras de crack
01 Documento de Identidade falso
01 Espingarda de pressão
01 Notebok
01 Máquina de cartão débito/crédito
04 Rádios comunicador
Documentos bancários diversos
01 Revólver calibre 32
04 Munições – calibre .38
02 Balança de precisão
Vários alvos, mesmo presos, vinham coordenando o tráfico de drogas na cidade de Arcos e região, organizando a compra de drogas em grande quantidade e a sua venda em pequenas porções, valendo-se de traficantes locais para executarem as suas ordens.
No processo, foram colhidas provas de crimes de porte de arma, corrupção de menores, ameaça, tentativa de homicídio, organização criminosa, lavagem de dinheiro, dentre outros. Com a operação, impediu-se o alastramento dessa organização criminosa não só em Arcos, mas em todas as cidades circunvizinhas

Decisão

Por meio da decisão que autorizou a deflagração da Operação “Intramuros”, o poder judiciário da Comarca de ainda deferiu o sequestro de bens dos investigados, incluindo a indisponibilidade de todos os valores depositados em contas bancárias de 13 investigados, além do bloqueio de 10 contas bancárias registradas em nome de “laranjas” para a movimentação de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

Efetivo da operação

Para o cumprimento dos mandados judiciais, foram empenhados 80 policiais militares, 35 policiais civis, 15 policiais penais, 34 viaturas, 01 aeronave e 01 semovente (cão farejador), além dos dois promotores de justiça da Comarca de Arcos.
Polícia Militar/Divulgação
Dentre os alvos da prisão estão indivíduos apontados como líderes locais da organização criminosa, inclusive investigados que já estavam presos pela prática de outros crimes, mas que continuavam comandando o tráfico de drogas por meio de aparelhos celulares inseridos criminosamente no interior de estabelecimentos prisionais.
Durante os nove meses de desenvolvimento da operação, foram apreendidas 05 armas de fogo, mais de 20 quilos de drogas e grande quantidade de dinheiro. Tais apreensões – com a retirada das armas da mão de criminosos – fez com que a polícia evitasse, na prática, vários crimes violentos, inclusive de homicídio, numa atuação preventiva constante.
Os alvos da operação são suspeitos da prática de crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, porte de armas, lavagem de capitais, inserção clandestina de aparelhos celulares em estabelecimento prisional e outros crimes.

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