Força-Tarefa deflagra operação contra organização criminosa conhecida como “PCC” instalada na cidade de Arcos e região

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Nesta terça-feira (17), às 06h00, a Força-Tarefa composta pelo Ministério Público, pela Polícia Civil, pela Polícia Militar e pela Polícia Penal do Estado de Minas Gerais, deflagraram a Operação “Intramuros”, destinada a combater célula da organização criminosa conhecida como “PCC” instalada na cidade de Arcos e região.

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As investigações se iniciaram em julho de 2019 e foram conduzidas de forma sigilosa por policiais civis e militares, Delegados de Polícia e Promores de Justiça, com a constante cooperação da Polícia Penal, inclusive dos Diretores Regionais da 6ª e 7ª RISP.
Na data de hoje, durante a deflagração da fase ostensiva da Operação, estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão, sendo 12 prisões preventivas e 13 prisões temporárias. Além disso, serão cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Arcos, Três Corações e Moema.
Concomitantemente ao cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisões preventivas e temporárias em meio externo, a Força-Tarefa, por meio da Polícia Penal, que está realizando diligências no interior das Penitenciárias de Três Corações e Patrocínio, para a localização e apreensão dos aparelhos celulares que vinham sendo utilizados pelos investigados. Os líderes locais já foram identificados e serão transferidos para outros estabelecimentos penais.
Foi apurado que vários dos alvos, mesmo presos, vinham coordenando o tráfico de drogas na cidade de Arcos e região, organizando a compra de drogas em grande quantidade e a sua venda em pequenas porções, valendo-se de traficantes locais para executarem as suas ordens. Foram ainda colhidas provas de crimes de porte de arma, corrupção de menores, ameaça e tentativa de homicídio.
Por meio da Decisão que autorizou a deflagração da Operação “Intramuros”, a Exma Juíza da 1ª Vara da Comarca de Arcos ainda deferiu o sequestro de bens dos investigados, incluindo a indisponibilidade de todos os valores depositados em contas bancárias de 13 investigados, além do bloqueio de 10 contas bancárias registradas em nome de “laranjas” para a movimentação de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Para o cumprimento dos mandados judiciais, foram empenhados cerca de 120 policiais, dentre eles mais de 80 policiais militares e quase 40 policiais civis, 4 Delegados de Polícia e 2 Promotores de Justiça. A Força-Tarefa conta com o apoio de aeronave da PMMG e de uma equipe integrada por cão farejador.
Dentre os alvos da prisão estão indivíduos apontados como líderes locais da organização criminosa, inclusive investigados que já estavam presos pela prática de outros crimes, mas que continuavam comandando o tráfico de drogas por meio de aparelhos celulares inseridos criminosamente no interior de estabelecimentos prisionais.
Os alvos da Operação são suspeitos da prática de crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, porte de armas, lavagem de capitais, inserção clandestina de aparelhos celulares em estabelecimento prisional e outros crimes.
As investigações serão concluídas pela Força-Tarefa no prazo de 30 dias.

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