Último LIRAa aponta maior risco de epidemia de Dengue da história em Cláudio (MG)

Estudo que é feito em Cláudio desde 2014 apresentou resultado preocupante.

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Altas temperaturas e chuvas constantes trazem preocupação com a proliferação do Aedes aegypti. A água acumulada em materiais descartados servem de criadouros para o mosquito transmissor da Dengue e outras doenças. Dessa forma, no período de cheia, o poder público intensifica seu trabalho de fiscalização e conscientização sobre o risco que o inseto representa para a Saúde. Entre as ações, de 20 a 23 de janeiro, a equipe de Vigilância Epidemiológica realizou o primeiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) do ano. O Índice de Infestação Predial (IIP) de 12,5 não só apresenta um alto risco de epidemia, como foi o maior registrado desde 2014, quando a metodologia começou a ser aplicada em Cláudio. O índice satisfatório, preconizado pelo Ministério da Saúde, é de até 0,9.

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Ao todo, foram vistoriados 713 imóveis e, mais uma vez, a maioria dos focos foi identificada no lixo doméstico (57) e nos depósitos móveis (42) que são os bebedouros de animais, vasos de planta e degelo de geladeira. Outros 10 criadouros foram localizados em terrenos baldios e 22 em tanques de obra e sanitários em desuso. Nas três regiões analisadas, conforme a divisão feita para o estudo, houve uma quantidade significativa de amostras. O maior número foi encontrado nos bairros Bela Vista, Marcelino Corradi e Parque Industrial Paulino Prado; onde a atenção deve ser redobrada.
A melhor forma de se proteger contra as doenças causadas pelo Aedes aegypti ainda é a prevenção. Os cidadãos devem fazer sua parte fiscalizando constantemente seus imóveis, evitando que a água se acumule em recipientes inservíveis. Qualquer dúvida ou mais informações sobre o assunto podem ser sanadas pelo telefone (37) 3381 3066.
OUTROS DADOS ALARMANTES
Chamou a atenção também, nos dados coletados, o índice Breteau, que se refere a quantidade de focos do mosquito encontrados na mesma localidade. O indicador apontou 14,4; muito superior a 0,9, valor de referência do Ministério da Saúde. Outro fator preocupante se refere a incidência do Aedes albopictus, suscetível ao vírus da Febre Amarela. Conforme o LIRAa mais recente, o índice foi de 18,7.
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