“Prato indigesto” Quase todos produtos da refeição básica do brasileiro estão mais caros

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O tradicional prato feito – arroz, feijão, carne, batata e ovo – ficou indigesto. Os preços dos ingredientes pesaram mais no bolso do consumidor nos últimos doze meses, especialmente para a grande massa de desempregados e subempregados. A alta desses preços supera a inflação geral do País, que anda bem comportada e acumula alta de 3,27% em 12 meses até novembro, segundo o IBGE.

 

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O que chama mais atenção foi a disparada recente do preço da carne bovina que bateu o recorde no campo no mês passado. No açougue, houve alta de até 50% nos preços de alguns cortes nas últimas semanas.

Mas o feijão, a batata e o ovo não ficaram para trás. Em doze meses até novembro, os preços médios do feijão carioca subiram 42,88%, aponta o IBGE.

O quilo da batata ficou 12,46% mais caro, a dúzia de ovos brancos subiu 8,84% e a carne bovina aumentou, em média, 14,43% em doze meses até novembro. O único ingrediente do prato feito que ficou mais barato no período foi o arroz, cujo preço caiu 0,20%.


Cada produto tem razões que justificam as altas de preços


Feijão
Queda na área de plantio e falta de chuvas afetaram a primeira safra de feijão de São Paulo que recuou 8,5%. O Estado é o segundo maior produtor da primeira safra do grão. Preços devem continuar pressionados até a primeira metade de dezembro.


Carne
Falta de boi para abate, maior procura chinesa que elevou em 10% a exportação em volume, disparada do dólar e aumento dos preços internacionais elevaram as cotações domésticas. O consumo local também foi puxado pelo dinheiro do FGTS. A oferta deve se normalizar em março, mas em novo patamar de preço.


Batata
Normalmente o clima não é favorável ao plantio no primeiro semestre. A baixa remuneração recebida em 2018 agravou o quadro e o agricultor reduziu o plantio deste ano.O preço atingiu em abril na Ceagesp a maior marca desde 2017.


Ovo
Alta do milho, da soja e das vitaminas importadas ampliaram os custos em 18% este ano. A alta de preço ao consumidor poderia ter sido maior se o volume ofertado hoje não tivesse crescido 15%. O futuro depende dos preços de outras proteínas.


A saída de cada consumidor

O maior custo dos ingredientes do prato feito deixou os consumidores em situação difícil para substituir proteínas e grãos, pois esses produtos já são básicos. Mas cada um dá um jeitinho para driblar a alta.

Fonte Estadão Conteúdo
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