Justiça manda internar procurador da Fazenda que esfaqueou juíza

Matheus Carneiro Assunção, preso preventivamente por tentativa de homicídio contra Louise Filgueiras iria para hospital psiquiátrico em Taubaté, no Vale do Paraíba, mas juiz federal plantonista decidiu pela internação em São Paulo

O procurador da Fazenda Matheus Carneiro Assunção. Foto: Arquivo Pessoal

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O procurador Matheus Carneiro Assunção, preso por tentar matar a facadas a juíza federal Louise Filgueiras na sede do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, será encaminhado para internação provisória no Hospital das Clínicas de São Paulo. A decisão foi determinada neste sábado (5), pelo juiz federal de plantão Fernando Toledo Carneiro, que atendeu pedido da defesa.

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O servidor ficará aos cuidados da equipe de psiquiatria do Hospital das Clínicas, sem a presença de agentes da Polícia Federal. A unidade, no entanto, fica proibida de liberar Assunção sem autorização judicial.
Inicialmente, o procurador seria transferido para cumprir prisão preventiva no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico “Dr. Arnaldo Amado Ferreira”, em Taubaté, diante do ‘risco significativo’ de que Assunção cometa suicídio, segundo argumentou a juíza Andréia Moruzzi, da 1.ª Vara Federal Criminal de São Paulo. Logo após a tentativa de homicídio na última quinta, 3, o procurador tentou se matar.
A ação também motivou a magistrada, em audiência de custódia na sexta, 4, a deferir pedido de instauração de incidente de insanidade mental, que irá avaliar o grau de discernimento de Assunção na última quinta (3).
Assunção atacou a juíza federal Louise Filgueira com uma faca, golpeando-a no pescoço, e jogou uma jarra de vidro contra a magistrada, que sofreu ferimentos leves. O procurador foi imobilizado por servidores do TRF-3, a Polícia Federal foi acionada e Assunção foi preso em flagrante. A juíza Louise substituía o desembargador federal Paulo Fontes, ocupando o gabinete do 21.º andar do TRF-3, quando foi atacada.
Depois de contido, o procurador afirmou que ‘queria fazer protesto’. Na Polícia Federal ele ficou em silêncio.
Fonte Estado de Minas
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