Justiça concede liberdade condicional e maníaco do Anchieta deixará a Nelson Hungria

O ex-bancário foi condenado a 9 anos de prisão pelo estupro de uma fisioterapeuta, em 1997

Foto: Flávio Tavares / Hoje em Dia

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Deverá deixar a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, nas próximas horas, o ex-bancário Pedro Meyer Ferreira Guimarães, de 62 anos. O homem obteve, na Justiça, o direito para liberdade condicional após ter cumprido dois terços da pena. Conhecido como ‘maníaco do Anchieta’, ele foi condenado, inicialmente, por 13 anos e 4 meses após ter estuprado uma adolescente de 11 anos, na região Nordestel de BH, em 1997.

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Entretanto, a justiça acatou recursos impetrados pela defesa e reduziu a pena de Pedro para 9 anos e 11 meses. A decisão que autorizou a saída do condenado do sistema prisional foi assinada pelo juiz Wágner de Oliveira Cavalieri, da Comarca de Contagem, nessa sexta-feira (16). Segundo o magistrado, o condenado não apresentou sintomas de psicopatia, fator que também foi considerado para determinar a liberdade. 
Contudo, apesar do benefício obtido junto à Justiça, Pedro terá de cumprir algumas obrigações. Na decisão, o juiz Cavalieri determinou que o ex-bancário consiga um emprego, em até 60 dias, e que ele comprove todas as atividades desenvolvidas em juízo. O homem também terá de se apresentar, a cada 30 dias, para comprovação das condições fixadas. 
Após passar 15 dias da saída da Nelson Hungria, Meyer terá de comparecer ao Centro de Alternativas Penais e Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional, em Contagem, para ter acesso ao programa de “reintegração social”. Ele foi proibido do juiz de permanecer na rua após 22h. Passado este horário, o homem só poderá sair da residência “salvo motivo de comprovada força maior”. 
Qualquer mudança de endereço deverá ser comunicada à Justiça. Pedro também foi proibido de se ausentar da cidade onde mora, sem autorização judicial, por mais de oito dias. Quinzenalmente, o condenado terá de frequentar o Centro de Atenção Psicosocial (CAP) mais próximo da residência durante um ano. Um relatório mensal, com a frequência de visitas de Pedro Meyer será encaminhado pela diretoria do CAP ao juiz para acompanhamento. 
Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), responsável por administrar o sistema penitenciário em Minas, informou que Pedro Meyer ainda não deixou a Nelson Hungria. Existe a possibilidade do homem sair da carceragem apenas na segunda-feira (19).
Defesa
Em contato com a reportagem, o advogado de Pedro Meyer, Lucas Laire, informou que a família do homem já está procurando um emprego para que ele consiga cumprir a determinação judicial. O endereço para onde ele será levado foi informado à Justiça. Contudo, o defensor não informou para onde irá o cliente. 
O caso
Pedro Meyer Ferreira Guimarães foi citado como autor de 16 estupros. Porém, o homem foi condenado apenas em um dos processos, em 2 de agosto de 2013. As outras acusações prescreveram. A pena imputada a ele foi pelo estupro de uma fisioterapeuta, à época do crime com 11 anos, em 1997, dentro da garagem do prédio onde ela morava, bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de BH. 
Ele foi preso após a fisioterapeuta ter o reconhecido quando o viu em uma rua da capital. Ela seguiu o homem até a casa onde ele morava, no bairro Anchieta, na região Centro-Sul, e o denunciou à polícia. Pedro Meyer chegou a ser condenado, em dezembro de 2012, a pagar uma indenização à mulher, no valor de R$ 100 mil. A decisão foi do juiz Alexandre Cardoso Bandeira. O magistrado alegou que o valor era referente aos danos morais sofridos pela vítima.
Fonte Hoje em Dia
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