Flores: clichê ou tradição?

Mercado brasileiro de plantas ornamentais tem observado grande expansão na última década

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Presentear homens e mulheres com flores é um gesto que existe desde a antiguidade. O simbolismo do ato depende do comportamento social e cultural de cada região, e vai desde a celebração do amor e da amizade até o respeito pelos entes queridos que faleceram. Mais do que “clichê” ou comum, o ato foi transmitido por meio de gerações e cultivado por meio de diferentes povos ao redor do mundo.
 

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Além de simbolizar sentimentos humanos como amor, paz, fraternidade e união, cultivar espécies de flores também se tornou um hábito até mesmo em grandes metrópoles, como uma forma de quebrar com a estética urbana cercada por carros, construções de concreto e poluição. Com todas essas características, o mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais tem observado uma grande expansão na última década.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), em 2017, o setor teve um crescimento de 9% e faturamento de R$ 7,2 bilhões. Os números são relevantes, ainda mais considerar a recente profissionalização desse tipo de atividade no país. Tecnologia e automação, produção em estufas e a presença de flores em diferentes pontos de venda são algumas das explicações para o crescimento do setor.
 
Os números também mostram que as flores continuam sendo utilizadas para presentear pessoas queridas. Em muitos lugares do Brasil, como nas floriculturas em Porto Alegre, a venda de flores em datas comemorativas é o grande carro-chefe. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de São Paulo (SindiFlores), a data comemorativa mais lucrativa para o setor é o Dia das Mães.
 
Nesse  período,  as vendas costumam ser até quatro vezes superiores à média das demais semanas do ano. Para o Dia das Mães de 2016, por exemplo, 82% das lojas e empresas setoriais de todo o Brasil confirmavam a primazia desta data sobre as demais celebrações, enquanto 18% afirmavam apostar mais nas vendas no Dia dos Namorados (9,8%), no Dia Internacional da Mulher (4%), no Natal (2,2%) e em  outras ocasiões (2%).
 
De acordo com o SindiFlores, essas datas condicionam significativamente todo o comportamento da cadeia produtiva da floricultura. Desde o produtor, o comerciante atacadista distribuidor e importador até o fabricante de acessórios e o florista — todos estão empenhados em obter a melhor performance comercial possível, já que esses períodos podem determinar boa parte do sucesso dos negócios.
 
O mercado de flores, portanto, continua aquecido e desponta como um dos setores mais resistentes, mesmo em épocas de crise. Com o crescimento da venda de flores, surgem outras alternativas mais práticas, como a compra e o recebimento de arranjos no conforto do lar por meio de lojas virtuais, com serviços de entrega no mesmo dia.
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