A deputada federal Flordelis é investigada pela morte do marido

A deputada federal Flordelis tentou levar roupas e comida para o filho preso, mas não pôde encontrá-lo Estefan Radovicz

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Rio – A Polícia Civil investiga o possível envolvimento da deputada Flordelis (PSD) na morte do marido, o pastor Anderson do Carmo de Souza. Em depoimento, um dos filhos do casal teria dito aos investigadores que a parlamentar já teria posto, em algumas ocasiões, remédio na comida do companheiro e afirmado que sua hora estaria próxima. Ele disse que Lucas contou que teria recebido, de uma das irmãs, a proposta de pagamento de R$ 10 mil pela morte do pai. Este filho biológico do casal teria afirmado que desconfia da participação de três irmãs na trama do assassinato. Segundo fontes da investigação, ele descreveu como “um teatro”, a reação desesperada de Flordelis durante o enterro do marido.

 

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Prisões decretadas Flávio dos Santos, 38 anos, e Lucas dos Santos, 18, tiveram prisões temporárias decretadas pela Justiça. Os dois devem ser levados para o presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. As imagens analisadas pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI) revelam que havia três pessoas na cena do crime.
Lucas teria sido o único reconhecido, segundo fontes da investigação. Confrontado com os indícios, Flávio teria confessado, durante seu segundo depoimento – na noite de terça-feira – que fez seis disparos contra o padrasto. Lucas, também teria atirado. Em seguida, ele deixa o local com duas pessoas. Ainda não se sabe quem seria a terceira pessoa que teria participado do crime.
A polícia aguarda perícia para saber se os cachorros da casa estavam dopados, já que eles não latiram. É Flávio quem socorre o pastor ferido, com a ajuda do irmão identificado como Daniel, e o leva para o hospital. Ainda segundo as investigações, Flordelis estaria no terceiro andar da casa. O pastor é chamado e desce de cueca. Nesse momento, é alvejado. O corpo de Anderson tem 30 perfurações de tiros, mas a perícia ainda analisa a quantidade de tiros disparados.
Flordelis contou à polícia que desceu do quarto e encontrou Flávio ao lado de Anderson. A testemunha diz que, após o assassinato, sua namorada entregou o celular de Anderson à parlamentar. Ele citou ainda que o pai revelou, em fevereiro, que recebeu mensagem com ameaça de morte. Para a polícia, encontrar o telefone é importante para esclarecer a autoria do crime. Flordelis disse em seu depoimento que o celular sumiu.
A DHNSGI já sabe que foi Lucas quem comprou, na comunidade da Cocada, em Pendotiba, a arma encontrada no quarto de Flávio, durante busca e apreensão realizada na terça-feira. A pistola 9mm estava enrolada num pano em cima de um armário. Na casa também foi encontrado um edredom com manchas que, possivelmente, são de sangue. O material será analisado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
Investigações contradizem Flordelis

 

Na primeira entrevista após a morte de Anderson, ainda na tarde de domingo, Flordelis descreveu o assassinato como um latrocínio (roubo seguido de morte): “É mais uma tentativa de
assalto no Rio que termina com a morte do meu marido”, declarou aos jornalistas.
No mesmo dia, após perícia no local, as investigações da DHNSGI descartaram a hipótese de roubo seguido de morte e apontaram outra linha de investigação: conflitos familiares. No domingo,
a informação inicial da polícia era de que teria havido uma desavença entre Anderson e um parente por causa de dinheiro.
Arma escondida
Na segunda-feira, investigadores descartaram a informação de que homens em duas motos haviam perseguido o casal, como a deputada federal havia declarado à imprensa na tarde de domingo. Na
mesma ocasião, Flordelis negou que havia armas em casa. Na terça-feira, no entanto, policiais foram à residência do casal e encontram uma pistola no quarto de Flávio dos Santos, um dos filhos
do casal, que teve a prisão pelo homicídio decretada ontem pela Justiça. Flávio também tinha negado, em seu depoimento, que tivesse uma arma.
Após confissão de Flávio, polícia passou a considerar outros elementos como possíveis causas do
crime: vingança devido a um relacionamento extraconjugal de Anderson e até a forma como o pastor administrava a vida financeira da família.
 
Fonte Agência o Dia
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