Zema diz: Servidores podem ficar sem salários se não houver ajuste

Segundo o governador, pode faltar recurso para pagar o funcionalismo em dois ou três anos. Ele admite ter dificuldades para aprovar as propostas na ALMG, mas afirmou estar conversando

Zema disse que o estado gasta R$ 1 bilhão a mais do que arrecada todo mês (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

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O governador Romeu Zema (Novo) afirmou, na manhã desta sexta-feira (14), que os servidores públicos poderão ficar sem garantia de receber salários até o fim do seu mandato, caso a adesão de Minas Gerais ao regime de recuperação fiscal do governo federal não seja aprovada.

 

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Por isso, ele disse estar iniciando as conversas com os deputados estaduais para preparar terreno para o envio das propostas para a Assembleia, que vão envolver, entre outras medidas, as privatizações da Cemig e da Copasa.
De acordo com o governador, o estado está gastando cerca de R$ 1 bilhão a mais do que arrecada por mês e nunca vai resolver seu problema se não fizer um ajuste de contas.
“A cada mês pioramos nossa situação. Se não fizermos isso, só vamos ter o quadro agravado e daqui a dois ou três anos o funcionalismo não vai receber nada no mês ou talvez vai receber um salário parcelado de seis vezes e não é isso que nós queremos”, disse.
Segundo Zema, a necessidade de aderir ao ajuste fiscal é uma questão matemática e não ideológica. Em discurso aos empresários, o governador criticou a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) que, segundo ele, passou os quatro anos no mandato dizendo que a solução para o estado em Brasília.
Lei Kandir
O governador se refere aos R$ 135 bilhões que Minas Gerais diz ter a receber para compensar as perdas com a Lei Kandir, que isenta empresas exportadoras de pagar ICMS para o estado. Segundo Zema, o governo federal teria de dispor de R$ 1 trilhão para pagar a conta a todos os estados e isso não deve ocorrer. A expectativa do recurso vem sendo apontada pelos deputados estaduais como alternativa para evitar as medidas duras exigidas pelo Tesouro Nacional para incluir Minas no programa de ajuste.
Zema disse não ser contra a cobrança do dinheiro e não descartou até judicializar a questão, mas afirmou achar pouco provável receber o extra. “Não vou ficar três anos e meio dizendo que a solução está em Brasília”, afirmou.
O governador disse ter assumido um estado falido não só financeira, mas moralmente, e garantiu aos empresários que o estado voltará a ter protagonismo e liderar o Brasil.
O governador disse que o país vive hoje momento único de um “ciclo novo” que tem assustado muita gente. Segundo ele, as últimas décadas foram de uma “democracia experimental irresponsável”. “As pessoas que não dependem desse sistema antigo que vão fazer a diferença”, afirmou.
Fonte Estado de Minas
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