Funcionários públicos são investigados por ‘ajudar’ quadrilha que deu golpe de R$ 500 mil

Documetos Apreendidos (Divulgação/PCMG)

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Funcionários públicos de um órgão federal estão sendo investigados por passar dados sigilosos para estelionatários mineiros. Com as informações obtidas de forma fraudulenta, os golpistas abriam contas em bancos e realizavam saques e empréstimos. O prejuízo calculado em um mês foi de R$ 500 mil. Além de Minas Gerais, a organização criminosa também agiu no Espírito Santo e em Santa Catarina. Quatro homens e uma mulher suspeitos do crime foram presos em flagrante, nesta semana, em Belo Horizonte.

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A participação de agentes públicos foi levantada porque, segundo a delegada Cristiana Angelini, os criminosos possuíam dados precisos – como CPFs, identidades, idades, naturalidade – para confecção dos documentos falsos, que depois eram usados na abertura das contas. Além disso, todas as vítimas que tiveram os nomes usados no crime tinham nomes limpos no SPC e Serasa.
“Estamos apurando quem são os envolvidos, porque há indícios de agentes públicos na associação criminosa, pois eles possuíam informações e dados privilegiados de pessoas que estão na base de dados de órgãos públicos”, detalhou a investigadora.
Ela explicou que as agências bancárias possuem um sistema de segurança que cruza informações com órgãos federais justamente para evitar fraudes. Essa quadrilha, natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, conseguia passar pela triagem pois possuíam todos os dados corretamente.
Para não atrapalhar as investigações, a delegada Cristiana Angelini optou por não fornecer o nome do órgão de onde supostamente os dados saíam. Além da Polícia Civil, responsável pela prisão do quinteto, a Polícia Federal será acionada já que os golpistas também falsificavam passaportes.
Os quatro homens e a mulher presos poderão ser indiciados pelos crimes de estelionato, uso de documento falso e associação criminosa.
Fraude
Os estelionatários começaram a ser investigados há um mês e, nesta semana, o setor de inteligência da Polícia Civil descobriu que os bandidos estavam em BH. Um dos suspeitos, de 45 anos, foi preso em flagrante quando realizava movimentações bancárias em um banco. Com ele, os policiais apreenderam documentos falsos.
Divulgação/PCMG
Divulgação/PCMG
No dia seguinte, o restante do bando foi localizado e detido. Vários cartões, identidades, CPFs, além de um falso documento do INSS sobre um benefício, foram apreendidos.
A delegada explicou que os golpistas abriam contas nos bancos por meio da internet. Depois, eles faziam depósitos – quantias que chegavam a R$ 4 mil – para ludibriar as agências e conseguir aumentar a linha de crédito. Posteriormente, o estelionatário ia até o banco e, com os documentos falsos, fazia a movimentação fraudulenta. 
Os próprios membros da organização confeccionavam os documentos. O líder do grupo é um homem de 48 anos que morou por 19 anos nos Estados Unidos. Ele já estava sendo procurado pela Justiça mineira por ter mandado de prisão em aberto por estelionato. Quando foi preso, apresentou documento falso.
Além do chefe do grupo, os outros três homens também tinham ficha criminal.

Polícia Civil explica como os golpistas agiam

Fonte Hoje em Dia
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