Frente Parlamentar busca retomar obras paradas, que chegam a 5 mil em todo país

Grupo, que conta com mais de 200 parlamentares, será coordenado pelo senador Wellington Fagundes; prioridade é diminuir o excesso de burocracia e melhorar ambiente de negócios

Rio de Janeiro - Devesa Civil afirmou que não há riscos nas estruturas dos prédios da rua onde calçada cedeu por conta das obras da construção da linha 4 do metrô, em Ipanema, zona sul do Rio.

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Com pelo menos cinco objetivos pré-estabelecidos, a Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) será relançada na noite desta quarta (29), em Brasília, sob a coordenação do senador Wellington Fagundes (PL-MT).
O grupo completará 10 anos em junho e foi reinstalado em março deste ano. Uma das temáticas será o excesso de burocracia no país que, segundo alguns integrantes, atrapalha o avanço de obras importantes, impede o crescimento da competitividade e desperdiça dinheiro público.

 

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Segundo o senador Wellington Fagundes, hoje no Brasil são contabilizadas aproximadamente 5 mil obras inacabadas, todas travadas pela burocracia. Um dos principais problemas é a falta de licenças ambientais por todo o país, o que atrasa obras e gera custos extras em projetos.
“Na área aquaviária, chega-se a gastar mais em custo de projeto do que na obra em si. O mesmo acontece com as ferrovias. O país diminuiu sua rede ferroviária ao longo desses últimos 60 anos. Precisamos fazer uma grande revolução em termos de investimento, estudo, planejamento, para que a gente tenha infraestrutura eficiente, permitindo assim uma logística também eficiente”, ressalta o senador.
O Relatório Competitividade Brasil, documento elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o Brasil é o 16º colocado no fator ambiente de negócios, o que reflete a falta de segurança jurídica e o excesso de burocracia. Nesses quesitos, inclusive, o país é o último colocado, fatores que afetam o setor produtivo. O relatório compara o desempenho de 18 países em nove fatores que têm impacto sobre a eficiência e o desempenho das empresas na conquista de mercados.
O coordenador da Frente, senador Wellington Fagundes, explica que o grupo servirá como um meio de discussão para conseguir avanços que permitam ao Brasil dar passos maiores em busca de competitividade e atração de negócios.
“O objetivo principal é fazer também uma mediação com uma agenda legislativa no Congresso Nacional. A infraestrutura diz diretamente sobre o Custo Brasil. Se nós tivermos uma infraestrutura, com uma boa logística, nós vamos diminuir muito o Custo Brasil e ajudar na oportunidade de novos empregos e, claro, também na nossa balança comercial com exportação mais competitiva”, avalia.
Parceria
A Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura é recriada a cada nova legislatura desde 2009 e tem como finalidade promover o aprimoramento da legislação federal para incentivar o desenvolvimento de obras de infraestrutura com eficiência da aplicação de recursos públicos e privados.
Senadores e deputados terão como um dos principais parceiros o Instituto Brasil Logística (IBL), para fazer estudos, trabalhar com experiência de outros países, além de buscar tecnologia para que esses investimentos da infraestrutura cheguem ao Brasil.
Fonte Agência do Rádio
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