25 de Maio, mais que representativo, ilustra o orgulho à raça negra

Fala em Madureira (Foto: Rozangela Silva)

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No Dia da África, lembrado anualmente no dia 25 de maio, foi criado pela Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objetivo de defender e emancipar o continente africano. Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de maio como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África. Em 2002 a OUA foi substituída pela União Africana mas a celebração da data manteve-se. Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre. A data é celebrada em vários países de África e pelos africanos espalhados pelo mundo. Em países como o Gana, o Mali, a Namíbia, a Zâmbia e o Zimbabwe, o Dia da África é um feriado.

Na Rocinha

O Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, se pautou em função da data, enaltecendo sua história e acima de tudo a representatividade. A agenda começou na Biblioteca Parque da Rocinha, que ofereceu diversas atividades com a temática afro. Com filmes infantis, palestras, rodas de conversa, exposição, sarau e um grande baile charme. A cultura e a ancestralidade africana contou com o apoio de movimentos e artistas afro-brasileiros que moram na Rocinha. Segundo o coordenador administrativo da biblioteca, Amaury Cardoso, é a primeira vez que há uma diversidade tão grande de ritmos no espaço. “Tivemos vestimentas, performances, além de um grupo de congoleses da cultura La Sape. Foi um evento para toda a família”, afirmou Cardoso.

Tarde com o advogado Hédio Júnior, no Recreio

O meio da tarde, a pauta foi reverenciar o jurista Hédio Silva Júnior, que protagonizou a vitória no Supremo Tribunal Federal, que defendeu a constitucionalidade do abate de animais para fins religiosos), em sua passagem pelo Rio, reuniu alguns amigos, lideranças e intelectuais do movimento negro. O casal Carlos Alberto Medeiros (intelectual e ativista do Movimento Negro) e a mulher Deborah Medeiros, cedeu sua residência, que resultou em um encontro memorável, marcado por encontros de gerações e o fortalecimento de laços preexistentes. E como o mês de maio é também o mês de reverenciar os Pretos Velhos, a feijoada, assinada pelo Angurmê, foi escolha para harmonizar ainda mais o conceito do encontro, que se conjugaram entre pautas da intelectualidade e sobre a liberdade religiosa no Brasil.
Deborah Medeiros assinalou que “Sinto-me honrada, pois em 25 de maior representantes de trinta países africanos se reuniram na Etiópia, tendo por anfitrião o Imperador Hailé Selassié, para avançar na luta anticolonial. É uma importante data para a diáspora, e a reunião de ilustres lideranças do movimento negro brasileiro nessa data é sem dúvida uma feliz coincidência.”
O almoço foi regado com boa conversa e muitas histórias com AD Júnior – ativista e youtuber, Mauricio Pestana – Revista Raça e empresário, Drayson Menezzes – ator, Coronel Jorge da Silva – intelectual do movimento negro, Romeu Evaristo – ator, Bruno Cândido – Advogado Criminalista e ativista do MN, o jornalista José Reinaldo Marques, Jonathan Raymundo – Idealizador do Wakanda in Madureira, entre outros.

A noite ficou a cargo do grupo AWURÉ, em Madureira

A noite, o Quintal Madureira, recebeu a roda do Grupo Àwúré, que em homenagem à data foi regada com clássicos de sambas e ritmos do candomblé e umbanda. Convidado para falar, Ivanir expressou a importância do combate as intolerâncias religiosas e raciais. O batuque fez ainda uma justa homenagem a Tia Maria do Jongo, matriarca do jongo da Serrinha. Roda incrível, com gente preta orgulhosa de suas origens.
“É extremamente importante rememoramos o dia da África. Não só porque faz parte da História da formação do Brasil.  As independências dos países africanos é um marco na história mundial”. Acredito que ao rememoramos a data também pontuamos a importância de se conhecer o continente através de outros olhos que é o das revoluções em prol de melhorias e garantias” afirmou Ivanir dos Santos.
Como bem diz o Hino da África do Sul: Nkosi sikelel’ iAfrika (Deus abençoe a África). Maluphakanyisw’ uphondo lwayo (Que suas glórias sejam exaltadas).
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