O que se sabe até agora sobre o esfaqueamento de Jair Bolsonaro

Veja os fatos confirmados do ataque ao candidato à Presidência da República pelo PSL na quinta-feira (6), em Juiz de Fora/MG

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Vítima de um ataque com faca na quinta-feira (6/9) em Juiz de Fora (MG), Jair Bolsonaro (PSL) foi transferido na manhã desta sexta-feira (7) para o Hospital Albert Einstein em São Paulo. O presidenciável sofreu o atentado durante ato de campanha na cidade mineira, onde passou por uma cirurgia que o livrou do risco de vida.

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O agressor Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi detido rapidamente pela polícia mineira e alegou ter “cumprido ordem de Deus”. Confira ponto a ponto o que se sabe sobre o ataque ao deputado federal.

Onde Bolsonaro foi atacado?
O atentado ao presidenciável ocorreu na tarde de quinta-feira (6), em Juiz de Fora. A cidade está localizada dentro da Zona da Mata mineira, a sudeste da capital do estado. No momento da agressão, Bolsonaro era carregado por apoiadores e cruzava a Rua Halfeld, considerada a principal da cidade, cercada por bares, restaurantes, bancos, cafés e galerias.

Quem é o autor do ataque a Bolsonaro?
O autor do ataque ao candidato à Presidência da República é o servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos. Ele afirmou ter “cumprido uma ordem de Deus” para realizar o ato. Em seu perfil no Facebook, Adélio disseminava mensagens de ódio contra o candidato, pedindo “pena de morte” ao presidenciável e o chamando de “traidor” e “judas”.

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Preso, Adélio Bispo de Oliveira confirmou agressão ao presidenciável e diz que cumpriu “ordens de Deus”

Antes da mensagem em que prega a pena de morte ao candidato, Oliveira praticou tiros no Clube e Escola de Tiro .38, em São José (SC), no dia 5 de julho. O clube é frequentado por dois filhos de Jair Bolsonaro – Carlos, vereador no Rio de Janeiro (PSL), e Eduardo, deputado federal (PSL-SP).

Simpatizante de ideologias de esquerda e símbolos comunistas, ele foi filiado, entre 2007 e 2014, ao PSOL de Uberaba (MG), e incentivava protestos na cidade.

O autor do ataque foi preso?
Sim. Adélio Bispo de Oliveira foi detido por um policial militar de folga logo depois de atacar o presidenciável em Juiz de Fora. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso e o autor do ataque foi transferido para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional de Juiz de Fora (Ceresp) na madrugada desta sexta-feira (7).

Quanto tempo vai durar a recuperação de Bolsonaro?
Ainda não é possível cravar quanto tempo o candidato ficará internado e quando poderá retomar sua agenda de campanha. No entanto, a reabilitação do procedimento cirúrgico ao qual o presidenciável foi submetido pode levar um mês, tirando Bolsonaro do corpo a corpo até o primeiro turno das eleições em 7 de outubro.

Divulgação

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Qual a lesão sofrida por ele?
O presidenciável do PSL foi vítima de uma única facada durante corpo a corpo no centro de Juiz de Fora. O ataque provocou múltiplas lesões no intestino. Ele Teve hemorragia extensa e foi operado. O candidato sofreu três perfurações no intestino delgado, que foram suturadas, e uma lesão grave no intestino grosso, que foi retirado, em parte. Ele foi colostomizado (exteriorização no abdômen de uma parte do intestino grosso para eliminação de fezes) e assim deve permanecer por cerca de dois meses.

Onde o candidato vai passar os próximos dias?
Jair Bolsonaro (PSL) decolou do aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora, às 9h, em direção a São Paulo. Ele será levado para o Hospital Albert Einstein, onde permanecerá nos próximos dias. O candidato viaja a bordo de um jatinho.

Ele foi conduzido da Santa Casa até o aeroporto em uma ambulância escoltada por batedores da Polícia Federal. Segundo o deputado Flávio Bolsonaro, o presidenciável passou a noite bem e a equipe médica avaliou que ele tinha condições de ser transferido.

O ataque a Bolsonaro gerou repercussão na Bolsa de Valores?
Houve, sim, um movimento especulativo gerado após a notícia do ataque ao presidenciável. O fato fez o Índice Bovespa disparar na última hora de negociação do pregão de quinta-feira (6). O índice, que vinha oscilando em alta moderada, chegou a subir mais de 1.000 pontos em um curto espaço de tempo e fechou em alta de 1,76%, aos 76. 416,01 pontos. Os negócios somaram R$ 8,73 bilhões.

O fato foi comentado pela mídia internacional?
Sim. Grandes jornais comentaram e até chegaram a estampar o fato nas capas dos sites. Os veículos norte-americanos The New York Times e o The Washington Post, o alemão Deutsche Welle e o francês Le Monde noticiaram o ataque.

Manifestações nas redes sociais

 

 

Fonte Metrópoles
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