Bolsonaro quer privatizar tudo e Haddad fala em aumentar IR de quem ganha mais

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Os dois candidatos com chances de estarem em um segundo na corrida pela Presidência da República cujos planos de governo são os mais distantes um do outro são Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Na análise dos programas de governo de ambos, a disparidade entre eles é gigante.

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O que diz Jair Bolsonaro
O programa de governo de Jair Bolsonaro (PSL) é o que tem viés mais liberal comparando-o com todos os demais.
Ele fala em reduzir a relação dívida/PIB. Ou seja, aumentar o pagamento do serviço da dívida, reduzindo os juros da mesma. Desta maneira, haveria reflexos no déficit orçamentário. Para isso, Bolsonaro pretende privatizar empresas públicas e vender o máximo possível de ativos da União, como imóveis.
“Estimamos reduzir em 20% o volume da dívida por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União e devolução de recursos em instituições financeiras oficiais que hoje são utilizados sem um benefício claro à população brasileira. Algumas estatais serão extintas, outras privatizadas e, em sua minoria, pelo caráter estratégico serão preservadas”, diz ele.
É uma proposta que pode gerar caixa de forma mais rápida. Mas é como a economia doméstica. Se você está endividado e vende tudo o que tem para pagar a dívida, como fará em uma próxima crise? Ficará sem reserva. Obvio que diversos ativos deveriam ir à venda.
Tributos
O candidato também pretende reduzir a carga tributária e unificar impostos. No entanto, não sugere quais os tributos seriam reduzidos e nem em quanto.
O que diz Haddad
O programa de governo do PT, que permanece mesmo quando o ex-presidente Lula sair do páreo para a entrada de Fernando Haddad, propõe medidas muito diferentes daquelas apresentadas pelos candidatos tidos como de direita ou centro-direita. Aliás, algumas das propostas do candidato são contraditórias até mesmo com medidas adotadas nos dois mandatos de Lula, quando a economia brasileira
O PT promete não privatizar ativos do governo. Ao contrário, tece duras críticas aos privatistas. “(Haddad) Vai interromper as privatizações e a venda do patrimônio público essencial ao nosso projeto de Nação soberana e indutora do desenvolvimento e adotar iniciativas imediatas para recuperar as riquezas do pré-sal, o sistema de partilha e a capacidade de investimento da Petrobras e demais empresas do Estado”, diz trecho do programa.
Na política externa, o candidato petista propõe o fortalecimento das relações multilaterais com países da América Latina e com os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Conforme o programa, seria uma forma de contrapor ao poderio comercial dos Estados Unidos.
O problema é que ampliar relacionamento com os Brics pressupõe abrir ainda mais o mercado brasileiro para os chineses…Haddad deixa em aberto a possibilidade de revogar a reforma trabalhista e se dispõe a trabalhar por uma reformulação tributária. Ele afirma que isentará do pagamento do Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos. E, sem apresentar alíquotas ou dizer quem será afetado, promete aumentar o IR para quem ganha mais. “Quem vive do seu trabalho e recebe até 5 salários mínimos, por exemplo, ficará isento do pagamento do Imposto de Renda. Em compensação, o “andar de cima”, os super-ricos, pagarão mais”.
Fonte Hoje em Dia
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