O rapaz de 20 anos que confessou ter matado a namorada estrangulada em Pouso Alegre, no Sul de Minas, declarou à Polícia Civil que cometeu o crime após fotografar as partes íntimas da vítima, que tinha apenas 15 anos. O corpo da adolescente, que estava desaparecida desde a última terça-feira (21), foi localizado na quarta-feira (22) em um terreno baldio no bairro Parque Real.

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O jovem foi ao local para fazer o reconhecimento, entrou em contradição e foi preso em flagrante. Na delegacia, conforme a Polícia Civil, ele relatou que buscou a namorada no serviço na noite de terça. Os dois estacionaram o veículo, mantiveram relações sexuais, mas a vítima se descontrolou ao descobrir que havia sido fotografada sem autorização.

Na versão do rapaz, a adolescente tentou agredi-lo, momento em que ele tentou pará-la e a estrangulou. O suspeito disse ainda que tentou reamimar a vítima, mas como ela aparentemente já estava morta, jogou o corpo em um terreno.

No carro do suspeito, os policiais apreenderam uma calcinha rasgada e suja de sangue. O telefone da vítima foi localizado no quarto dele.

Simulação

De acordo com o delegado Rodrigo Thiago Bartoli, que investiga o caso, o rapaz tentou enganar a família para não levantar suspeitas. Ele pegou o celular da vítima e, se passando por ela, encaminhou uma mensagem para a mãe da adolescente informando que estava em um churrasco.

Ao encontrar a mãe da vítima, o rapaz ainda declarou que não havia encontrado com a menina no dia do desaparecimento. Consta no Boletim de Ocorrência que a mulher chegou a dar R$ 20 para o suspeito colocar gasolina no carro e ajudar a procurar a filha que estava sumida.

Confissão

O corpo foi encontrado por uma mulher que fazia caminhada no local. Ela acionou a PM, que por sua vez chamou os familiares para reconhecimento do corpo. O suspeito foi junto com a família, mas devido à frieza que apresentou no momento em que viu o corpo, despertou a desconfiança dos investigadores.

No caminho da delegacia, conforme a Polícia Civil, o suspeito confessou o crime. Ele foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML), onde foi coletado material para exames genéticos. De lá, o suspeito foi transferido para um presídio.

Se condenado à pena máxima por feminícidio, o homem poderá ficar até 30 anos preso.