Após três meses de investigações conjuntas, as polícias Civil e Militar da Zona da Mata realizaram ontem a maior operação já feita na história da região.

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Cerca de 200 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas oitenta e seis cidades que compõem a região, com a prisão de 80 pessoas e apreensão de 19 armas de fogo. O foco foi o combate ao tráfico de drogas, que, para as forças de segurança, é a alavanca para o cometimento de outros crimes, como roubos e latrocínios.

A maioria das prisões (18) aconteceram em Juiz de Fora. Porém, o comandante da 4ª região da PM, coronel Alexandre Nocelli, disse que a preocupação principal dos policiais é com a cidade de Viçosa, que chegou a ter aumento de 80% na criminalidade este ano. “Os índices já chegaram aos mesmos do ano passado e ainda estamos no meio do ano. Estamos então trabalhando em conjunto para frear estes problemas”, afirmou.

O Delegado Carlos Alberto da Silveira Costa, chefe do 4º Departamento da Polícia Civil, explicou que há uma preocupação também de que grupos criminosos do Rio de Janeiro se infiltrem nas cidades. “Já houve apreensões de drogas com inscrições do Comando Vermelho, do Rio. Isso nos acende um alerta para cercarmos as cidades deste tipo de perigo”, disse. Segundo Costa, os detidos foram levados para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora.

A estratégia da operação, que contou com 1.200 policiais, consistiu em bloquear as principais rodovias da região desde a madrugada e em fazer buascas simultâneas nas Zonas Quentes de Conflitos, que são as regiões das cidades com maiores índices de criminalidade. Até a tarde de ontem, haviam sido recolhidas 19 armas de fogo, 82 pedras de crack, 182 pinos de cocaína e mais de R$ 20 mil em espécie.

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Parte do material apreendido na operação