Processados por Leila, vices veem censura: “Ninguém vai nos calar”

A empresária Leila Pereira é conselheira e patrocinadora do Palmeiras (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

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Afastados de Maurício Galiotte, três dos quatro vice-presidentes do Palmeiras travam um embate com Leila Pereira. Processados pela conselheira e patrocinadora do clube, Genaro Marino Neto, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli rebateram por meio de nota oficial ao que chamaram de censura.

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Em entrevista ao UOL, Leila declarou que não renovará o patrocínio, válido até o final do ano, caso um inimigo político seja eleito para governar o Palmeiras nas eleições de novembro. Em nota, os três vices acusaram a proprietária da Crefisa de coagir o clube, o que motivou-a a buscar uma indenização de R$ 300 mil na Justiça.

Na manhã desta quarta-feira, Marino Neto, Fruges e Tomaselli receberam carta de citação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Por meio de um novo comunicado oficial, o trio de vice-presidentes repudiou a postura adotada pela conselheira e patrocinadora.

“Ninguém vai nos calar, nem nos fazer retroceder”, diz trecho da nota, crítica em relação ao atual mandatário do clube, apoiado apenas por um de seus vices, Antonino Jesse Ribeiro. “Ao contrário do que faz o presidente Maurício, não seremos omissos e não abaixaremos a cabeça”, afirma o trio.

Os vices citaram ainda os R$ 120 milhões que o Palmeiras precisa pagar à parceira como ressarcimento pelo investimento em jogadores, algo reprovado pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF). Genaro Marino Neto deve concorrer com Galiotte nas próximas eleições presidenciais.

“A ‘conselheira’ (?) disse que vai ceder ao clube o valor arrecadado no processo, R$ 300 mil, caso vença a questão no Judiciário. Essa doação será igual aos R$ 120 milhões que, de forma monocrática, Maurício Galiotte transformou em dívida em uma canetada?”, questiona a nota.

Vejam o comunicado assinado pelo trio de vices na íntegra:

Recebemos na manhã desta terça, 14, Carta de Citação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na qual a Sra. Leila Medjalani Pereira ajuizou pedido de indenização por danos morais por conta da Nota de Repúdio que emitimos em 26 de julho. Diante de tal ato, vimos a público, repudiar a nova tentativa da “conselheira” (?) de intimidar quem defende os interesses da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Em primeiro lugar, lamentamos que a “conselheira” (?) Leila mais uma vez crie turbulência política e traga para si os holofotes às vésperas de um jogo decisivo do que é mais importante para todos nós, a Sociedade Esportiva Palmeiras. Diante disso, lamentavelmente, voltamos a ser obrigados a defender publicamente o nosso clube, coisa que o Exmo. presidente Mauricio Precivale Galiotte se abstém de fazer por motivos que não conseguimos entender.

Todo legítimo palmeirense sabe o que é ser perseguido ou ameaçado. Está na nossa história. Desde que fomos discriminados por sermos imigrantes italianos ou quando nos obrigaram a mudar de nome. Isso nos fez crescer e nos transformou no gigante que somos. Porém, nunca aceitamos. E não será agora que permitiremos que alguém utilize reiteradas vezes o revólver do poder econômico para nos censurar. Ninguém vai nos calar, nem nos fazer retroceder.

A capacidade ilimitada da “conselheira” (?) de contratar advogados para processar quem ouse dela discordar não vai nos intimidar. Ao contrário do que faz o presidente Maurício, não seremos omissos e não abaixaremos a cabeça. Sobretudo quando nossas palavras são para proteger a independência do clube que amamos e que, por obrigação, devemos sempre defender. Um amor que existe desde que nascemos e que não é um sentimento efêmero baseado em desejo de poder e em negócio.

Essa atitude é apenas mais uma prova de que, o que dissemos naquela ocasião, é modus operandi da “conselheira” (?). Quando confrontada, a senhora ameaçou tirar o patrocínio do Palmeiras. No COF, tentou em vão intimidar nossos colegas que têm como função orientar e fiscalizar os atos do Poder Executivo do clube. Agora, em vez de aceitar o debate democraticamente, como um legítimo conselheiro palestrino faria, utiliza-se do Poder Judiciário diante de uma posição contrária a sua opinião.

Defenderemos a camisa alviverde a qualquer custo. Uniforme que, aliás, usamos desde criança. E não será um processo com um pedido de indenização que vai nos calar e impedir de lutar pelo que entendemos ser o melhor para a instituição que amamos.

Como dissemos, a Sociedade Esportiva Palmeiras não tem dono. Nem dona. Já passou de a hora dos presidentes da Diretora Executiva e do Conselho Deliberativo saírem em defesa do clube. Esperamos que, após tomarem conhecimento dessa aviltante atitude contra membros legítimos da diretoria, eles parem de trabalhar apenas para resguardar os interesses da patrocinadora e a sanha de poder da senhora Leila Pereira.

Genaro Marino Neto
1º Vice-Presidente

Victor Fruges
3º Vice-Presidente

José Carlos Tomaselli
4º Vice-Presidente

 

Fonte Gazeta Esportiva
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