Ex-capataz de presidente paraguaio é morto na fronteira com o Brasil

Corpo do homem que trabalhou para Horácio Cartes tinha sinais de tortura. Ele teve as mãos cortadas, o que sinaliza ligação com narcotráfico

Brasília - O presidente Michel Temer recebe o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, em cerimônia oficial de boas-vindas, no Palácio do Planalto. ​(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

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Um ex-gerente de fazenda do presidente do Paraguai, Horácio Cartes, foi encontrado morto, na manhã de segunda-feira (6/8) em uma estrada de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. Norberto Benítez Caballero, de 38 anos, havia sido sequestrado na noite anterior por homens armados.

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O corpo, com sinais de tortura, estava ao lado de uma caminhonete incendiada. O capataz estava com um saco plástico na cabeça e teve as mãos cortadas, uma espécie de senha usada pelo narcotráfico.

A polícia nacional do Paraguai, que investiga o crime, acredita que Norberto foi vítima de uma das facções criminosas que agem na fronteira, traficando drogas para o Brasil. De acordo com o jornal paraguaio ABC Color, o capataz é suspeito de ter sumido com uma carga de 500 quilos de cocaína que estava a bordo de um pequeno avião que caiu, há cerca de um mês, numa das fazendas cuidadas por ele. A droga seria entregue a traficantes brasileiros.

Desde a execução do megatraficante Jorge Rafaat Toumani, conhecido como “rei da fronteira”, em junho de 2016, a facção brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) domina o tráfico de drogas na região. Conforme a polícia de Pedro Juan Caballero, os executores deixaram os documentos da vítima no interior da roupa porque tinham interesse que ele fosse identificado. Norberto trabalhou numa das fazendas de Cartes até o fim de 2017.

Fonte Metrópoles
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