Morre em tiroteio suspeito de liderar ataques a ônibus no Sul de Minas

Onda de ataques a ônibus em Minas teve início no último domingo

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Um homem apontado como líder de ataques a ônibus no Sul de Minas foi morto em uma troca de tiros com policiais militares na quarta-feira, em Pouso Alegre. O suspeito, de 29 anos, teria ligação com uma organização criminosa paulista. Em todo o Estado, até ontem, pelo menos 63 coletivos foram alvo da bandidagem.

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O rapaz estava foragido da Penitenciária Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, onde estava detido desde o fim de janeiro deste ano. Conforme a Secretaria de Administração Prisional (Seap), ele cumpria pena por tráfico de drogas e fugiu em 9 de fevereiro.

A ação policial envolveu homens do Batalhão de Rondas Metropolitanas (Rotam), da capital. Os militares foram até Pouso Alegre após receber informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, de que o suspeito se escondia por lá.

Porta-voz da PM na região, major Demétrios Xavier disse que o homem reagiu à prisão, apontando uma arma para o efetivo. Na casa, segundo o policial, também estavam uma mulher e duas crianças.

Sobre o suposto envolvimento do jovem com a facção, o militar disse que a informação está sendo investigada. Já o Gaeco não detalhou a operação, alegando que ela corre em sigilo.

Casos

Ontem, mais três ônibus foram incendiados em Minas. A onda de crimes já atingiu 32 cidades no Estado.

O levantamento, no entanto, não leva em conta outros atos de vandalismo, cometidos contra carros de populares, viaturas e estabelecimentos públicos. Em Alfenas, na região Sul, a polícia investiga um ataque a uma base da PM de Meio Ambiente. Tiros foram disparados no portão da unidade.

Em Passos, também no Sul, a Polícia Civil investiga se um dos possíveis mandantes dos vandalismos na cidade teria ligação com a facção paulista. Conforme o delegado Marcos Pimenta, o homem de 29 anos, que tem ficha criminal, teria utilizado adolescentes para praticar os incêndios.

Porém, ele afirma também que alguns casos podem ser cometidos por “espelhadores”, pessoas que têm se aproveitado da situação para cometer delitos parecidos.

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