Após dez dias de greve dos caminhoneiros, a redução de 21 para 16 pontos de bloqueios nas estradas mineiras favoreceu a chegada de alimentos à população, permitindo o reabastecimento da Ceasa após quase uma semana de paralisação. Apesar disso, o acesso ao transporte público continua prejudicado pela escassez de combustível, aliada à greve dos metroviários.

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Na Ceasa de Contagem, 54 caminhões vindos de cidades próximas, como Betim, Sarzedo, Raposos, Mário Campos e Ibirité, foram escoltados pela Polícia Militar (PM), após solicitação de urgência da Associação Comercial do Ceasa-MG (ACCeasa) ao governador Fernando Pimentel (PT).

“Se precisar, vamos colaborar com mais escoltas para os alimentos, uma necessidade básica”, disse o major Flávio Santiago, chefe de comunicação da PM.
Para Emílio Brandi, diretor-presidente da ACCeasa, até o início da semana que vem, caso os bloqueios se dissipem totalmente, será possível voltar à rotina normal, com a descarga de 1,2 mil caminhões diariamente na Ceasa.

“Se continuar liberando as rodovias, conseguiremos normalizar na semana que vem. Estávamos em falta de tudo, agora chegaram frutas, legumes e temperos”, disse Brandi.

A Associação Mineira de Supermercados (Amis) também estimou uma melhora na chegada de alimentos às gôndolas dos supermercados, ontem.
Avalia, porém, que “será necessária pelo menos uma semana para serem alcançados níveis de sortimento das lojas semelhantes aos anteriores à paralisação dos caminhoneiros”.

Transporte

Apesar de o transporte público estar funcionando com frota e horários normais, a Prefeitura ainda enfrenta reclamações relativas à demora dos coletivos.

Ontem, a BHTrans justificou os transtornos devido ao deslocamento de veículos para cobrir a demanda das estações do Move, por causa da greve dos metroviários.

Além disso:

A paralisação dos caminhoneiros, que completa hoje 11 dias, deve impactar o desempenho da economia brasileira no segundo trimestre deste ano. De janeiro a março de 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) do país registrou uma alta 0,4% na comparação com o último trimestre de 2017. O indicador foi divulgado na manhã de ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mede a soma das riquezas produzidas no Brasil.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a economia brasileira também cresceu nos meses pesquisados, com uma variação de 1,2%. A gerente de contas nacionais do IBGE, Claudia Dionísio, diz que o crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2018 fez a economia brasileira atingir o mesmo nível do primeiro semestre de 2011.