PF faz operação em São Paulo contra desvio de créditos tributários

De acordo com a PF, no esquema os créditos lícitos de grandes contribuintes eram selecionados e desviados em favor de empresas intermediárias que eram geridas pelos criminosos

São Paulo - Renata Pereira Brito, Nelci Warken e Ricardo Honório Neto deixam a Superintendência da Polícia Federal de São Segundo a União, os desvios podem ter somado mais de R$ 300 milhões Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Uma operação da Polícia Federal (PF), nessa quarta-feira (25) em São Paulo, combate o desvio e comércio de créditos tributários da União. Segundo o órgão, os desvios podem ter somado mais de R$ 300 milhões. Esta é a segunda fase da operação, que recebeu o nome de Manigância e que foi deflagrada no dia 22 de março.

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Estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo. As buscas e prisões ocorrem nas cidades de São Paulo e Bragança Paulista. Até o momento, segundo a PF, foram presos um falso fiscal na cidade de Bragança Paulista e sua esposa, uma analista tributária da Receita Federal, além de empresários responsáveis por vender os créditos tributários que eram desviados pela analista.

A investigação teve início em dezembro de 2016, após a Receita Federal ter comunicado à PF possíveis crimes cometidos por uma servidora do órgão. A investigação procurava apurar a prática de corrupção passiva e inserção falsa de dados em sistema de informação oficial por parte de uma analista tributária da Receita, que modificava a titularidade de créditos legítimos em benefício de outras empresas.

De acordo com a Polícia Federal, no esquema os créditos lícitos de grandes contribuintes eram selecionados e desviados em favor de empresas intermediárias que eram geridas pelos criminosos. Com a captação de possíveis interessados, os créditos eram então vendidos e transferidos aos beneficiários finais por meio de pedido eletrônico de compensação e restituição.

Os presos vão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato.

Fonte Agência Brasil
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