Conheça os candidatos ‘nanicos’ que devem concorrer à eleição presidencial

Além de Lula e Bolsonaro: os nanicos que estarão na eleição presidencial

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Lula, Bolsonaro, Ciro, Alckmin e Marina são atores conhecidos e lideram as pesquisas de intenção de votos. Veja quem também quer ocupar um lugar no centro do palco do pleito de outubro.

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Álvaro Dias (Podemos), o bom moço – 3%

Representante do Podemos, partido de centro, o senador pelo Paraná é um político experiente e com votos em seu estado. Aos 72 anos, ex-tucano, Dias é um católico com visões moderadas em relação a temas comportamentais e cultiva a imagem de firmeza no combate à corrupção. Sua bandeira principal no momento é o fim do foro privilegiado para políticos. É autor de uma PEC nesse sentido. O PSDB sonha com o senador como vice de Alckmin.

Flávio Rocha (PRB), o empresário – 1%

O empresário de 60 anos é dono das Lojas Riachuelo e vai bancar do próprio bolso a sua campanha presidencial. Não é problema, já que a sua família tem patrimônio calculado em R$ 1,3 bilhão. É fundador do movimento Brasil 200, que reúne principalmente empresários que pregam que “menos Estado” significa “menos corrupção”. Ou seja, mais um que quer ganhar o coração da plateia de centro.

Manuela D’Ávila (PCdoB), a musa vermelha – 2%

Atualmente deputada estadual no Rio Grande do Sul, a representante do PCdoB foi campeã de votos aos 23 anos, quando se candidatou a vereadora em Porto Alegre, em 2004. Ganhou espaço recentemente, aparecendo ao lado de Lula nos dias anteriores à sua prisão. Vai defender a causa das mulheres e da população LGBT na campanha. Considerada musa da esquerda, ela teve problemas com a balança até os 17 anos e chegou a pesar mais de cem quilos.

João Amoêdo (Novo), o liberal – 0%

João Amoêdo concorre pelo Partido Novo, do qual foi um dos criadores. O engenheiro e administrador de empresas tem 56 anos e longa carreira no mercado financeiro. Defende os princípios liberais. Quer o Estado longe da economia e propõe a venda de todas as estatais. Na condução do governo, pretende, se alcançar o estrelato e a vitória nas urnas, governar com apenas dez dos atuais 29 ministérios. É a favor do Bolsa Família e contra o financiamento de partidos políticos com dinheiro público.

Fernando Collor de Mello (PTC), o insistente – 1%

De março de 1990 a novembro de 1992, ele foi presidente em mandato marcado por denúncias de corrupção, recessão e inflação alta. Em 1990, a economia recuou 4,3% recorde nunca superado, antes ou depois. Em 1992, quando sofreu impeachment, fechou com a inflação em completo descontrole, a 1119%. Ao voltar à política, foi eleito senador por Alagoas em 2006 e reeleito em 2014. Quer reescrever sua biografia com um novo mandato presidencial. Defende um governo enxuto e prioridade para a criação de empregos.

Guilherme Boulos (Psol), o sem-teto – 0%

No palco dos movimentos sociais, é uma estrela de primeira linha. Para o eleitor em geral, ainda é pouco mais que um figurante. Paulistano, filho de um médico conceituado, engajou-se na luta dos trabalhadores sem-teto enquanto se formava em filosofia. Um dos responsáveis pela mobilização em torno de Lula quando a prisão do petista foi decretada, ouviu o ex-presidente dizer à plateia. “Vocês têm que levar em conta a seriedade desse menino”.

Rodrigo Maia (DEM), o sem-voto – 1%

As dúvidas sobre a viabilidade da candidatura do filho do ex-prefeito Cesar Maia são inversas às suas pontuações nas pesquisas. Experiente e bem preparado, o presidente da Câmara não é bom de voto. Candidato à prefeitura do Rio, único cargo majoritário que disputou, em 2012, teve 2,9% da preferência dos cariocas. Seu ideário é liberal e nessa pré-campanha já fez um aceno ao eleitorado conservador em um vídeo, exaltando o “respeito à família brasileira”.

Paulo Rabello de Castro (PSC), o economista – 0%

Ele é um dos mais respeitados economistas do país, especialista em agroindústria. Foi presidente do IBGE e, logo a seguir, do BNDES, que deixou no início do mês em busca do papel principal no Planalto. No banco, destacou-se por uma postura relativamente crítica à equipe econômica de Temer. Quer governar com 12 ministérios e simplificar os tributos, além de isentar de imposto de renda famílias com renda abaixo de R$ 5 mil. Concorre pelo PSC do Pastor Everaldo.

Henrique Meirelles (MDB), o banqueiro – 1%

O mais famosos entre os atores que buscam o estrelato no palco eleitoral, Meirelles deixou o ministério da Fazenda no início do mês para concorrer à presidência. Ex-presidente do Banco Central no governo Lula, o goiano é um dos mais bem-sucedidos executivos do país, tendo sido presidente mundial do BankBoston. A visão econômica do ex-ministro é bem conhecida: foco absoluto no equilíbrio fiscal e combate sem tréguas à inflação.

Guilherme Afif Domingos, o empreendedor (PSD) – 0%

Afif é o portador da bandeira da microempresa no teatro político brasileiro. É presidente do Sebrae, entidade que segue enviando releases sobre sua atuação. Em outra eleição presidencial com numeroso elenco, foi o sexto colocado em 1989. Ocupou a Secretaria da Micro e Pequena Empresa no governo Dilma entre 2013 e 2015. Suas bandeiras são crédito mais barato e menos impostos para as empresas de menor porte.

 

 

Fonte Agência O Dia
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