Suspeito de estuprar a filha por sete anos é preso em Betim/MG

Preso em Betim/ Divulgação PCMG

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Betim, prendeu preventivamente, nessa terça-feira (3), o desempregado Ronaldo da Silva, de 39 anos. Ele é suspeito de estuprar a filha biológica, de 18 anos.

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Os abusos tiveram início quando a vítima tinha onze anos e eram praticados na casa da família. “Os abusos ocorriam de três a quatro vezes por semana. O autor esperava a esposa (mãe biológica da vítima) se ausentar para praticar os atos libidinosos, que incluíam sexo oral, vaginal e anal”, afirma a Delegada responsável pelo caso Ariadne Elloise Coelho.

Em depoimento à Polícia, a vítima afirmou que os abusos eram seguidos de ameaças, o que a impediu de procurar ajuda antes. “Após os abusos, ele me ameaçava de agressão física ou de morte, caso eu contasse para alguém. Por medo, eu sofri isto durante estes anos”, detalha J. T. S.

De acordo com a delegada Ariadne, no feriado de Páscoa o caso sofreu uma reviravolta. O suspeito, ao ver a vítima conversando com um rapaz, mostrou-se muito agressivo e ameaçou a filha e o rapaz de morte. “Esta situação fez com a vítima, já depressiva, tomasse vários remédios ao mesmo tempo a fim de fugir da realidade em que se encontrava. Após ser levada ao hospital e medicada, ela resolveu contar à madrinha sobre os estupros que sofreu durante todos esses anos. Juntas, elas procuraram a Polícia nessa segunda (2)”, explicou.

Ariadne acrescenta que a mãe encontra-se em estado de choque e alega desconhecer os abusos. “Já o autor confessou ter praticado os estupros, mas afirma que os atos foram consensuais, sem ameaças. Segundo ele, a filha propôs a prática de relações em troca de dinheiro e roupas, o que é inverídico, considerando-se a investigação que realizamos”.

Medida protetiva e pena

A vítima atualmente está sendo assistida pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e é resguardada por medida protetiva, que impede o pai de qualquer aproximação dela.

O suspeito Ronaldo da Silva, de 39 anos, será indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, pena prevista de oito a quinze anos; pelo crime de estupro de menor de 18 anos e maior de 14 anos, pena de oito a 12 anos; e pelo crime de ameaça, pena de até seis meses. “Estas penas podem ser aumentadas devido às repetições dos atos e à relação de ascendência – de pai com filho (a)”, detalhou a delegada.

Alerta 

A delegada Ariadne Elloise Coelho ressalta a importância de pais e responsáveis manterem sempre uma relação de proximidade e diálogo com crianças e adolescentes, a fim de identificarem ou mesmo evitarem estes tipos de crimes. “Esta vítima, por exemplo, era uma menina alegre e boa aluna. Com os abusos, ela tornou-se muito chorosa e começou a apresentar queda nos rendimentos escolares. Estes são sinais relevantes que podem ajudar pais e responsáveis identificarem se uma criança ou adolescente está sendo vítima de um crime”, orientou.

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