Localizada na avenida Afonso Pena há mais de 40 anos, a Copiadora Brasileira está de portas fechadas. A falência foi decretada pela 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, depois que os três donos declararam não conseguir arcar com as dívidas, que chegavam a R$ 5 milhões.

Neste momento, um advogado nomeado pela Justiça e leiloeiros fazem um levantamento de todos os bens da empresa, entre estoque, mobiliário e equipamentos, para que possam ser vendidos. O valor arrecadado será usado para pagar as dívidas trabalhistas com os cerca de 25 funcionários, além dos débitos com fornecedores.

“A nossa preocupação, em um primeiro momento, é fazer a rescisão dos funcionários, para que eles possam ter acesso ao seguro desemprego e ao FGTS”, afirma Otávio de Paoli Balbino, administrador judicial do processo – ou seja, advogado indicado pela Justiça para acompanhar a identificação e venda de todos os ativos da empresa.

Segundo ele, o processo de levantamento dos ativos está em um estágio muito inicial e não é possível saber quanto poderá ser arrecadado, nem quando as dívidas poderão ser sanadas. “Ainda que haja um pedido de venda rápido por parte da Justiça, ainda pode ser que o mercado não aceite aqueles produtos que serão leiloados. Não dá para estimar quanto poderá ser levantado”, explica Balbino.

Até o momento, o administrador judicial não sabe se a loja da avenida Afonso Pena e os galpões citados no processo de falência (um em Betim e outro no bairro São Lucas, região Leste de Belo Horizonte) são imóveis de propriedade da empresa. Sabe-se que os galpões já não eram usado há algum tempo.

Referência

A Copiadora Brasileira era uma referência no Centro de BH para quem quisesse fazer cópias de documentos, ampliações, encadernações e compra de materiais de escritório. Era muito procurada por profissionais das artes e do design pela qualidade das impressões. Sua localização era estratégica: próxima à Prefeitura de Belo Horizonte, ao Tribunal de Justiça, à agência central dos Correios.

“Infelizmente, por causa da crise econômica, muitas empresas têm ido a falência. Inclusive, lojas tradicionalíssimas como a Copiadora Brasileira, uma referência”, afirma o administrador judicial.

A reportagem ligou várias vezes para o telefone da Copiadora Brasileira e para um número de celular atribuído a um dos três sócios da empresa, mas ninguém atendeu. Por meio de uma advogada que representou a empresa em um processo, a reportagem solicitou uma entrevista com um dos sócios, mas não obteve retorno.